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08 dezembro 2014

Punk também se cuida...

Eu nunca fui de ser vaidosa, lápis preto no olhos apenas, camiseta de banda, cabelo preso num coque (ou rabo de cavalo), jeans e um all star, brigar com armário só se tinha poucas camisetas, nunca defini em mim um estilo, o despojamento absoluto me rendeu a definição de ser grunge, quando na verdade, eu só curtia rock nacional e algumas bandas internacionais, influenciados por essas bandas, foi algo que me acompanhou dos 15 até os 20 anos, sendo que com 20 anos incorporei a isso as calças rasgadas, me assumi punk e talvez por achar que rock arrumadinho era coisa de emocore.

Faz pouco tempo que senti a necessidade de estar e ser feminina com o blog, as novas amizades que sabem ser lindas, sem criar um tabu, simplesmente são mulheres incríveis que não precisam ter estilo para serem maravilhosas, eu nunca senti necessidade de seguir moda, tendências, sempre quis conforto, o primeiro empurrão pra querer ser mais delicada, foi quando engravidei e descobri que viria minha menina, procurei coisas com a cor lilás, bonequinhas, borboletas,moranguinhos, ou seja despertou em mim, um lado que deixei de lado quando deixei de gostar de rosa e passei a me interessar por esportes, brincadeiras de rua ao invés de bonecas, nunca fui o ser mais delicado do mundo, vivia arranhada ou subindo em alguma arvore pra ficar mais perto da natureza e aquilo não me fazia interessar por vestidos ou saias, eu queria ser livre.

Quando descobri a música e virei uma legionária aos 15 com toda rebeldia, vontade de escrever sobre o que achava injusto no mundo, formar bandas que ficaram só na minha mente, aí que morreu de vez a delicadeza, comecei a ouvir o punk do Aborto Elétrico, Plebe Rude, Inocentes e Cólera (eis com vocês a punk que começou a ouvir os punks nacionais ao invés de Ramones) aí passei a criar meu estilo que perdurou até meus 20 anos. Até minha menininha ser anunciada, claro que ainda queria passar pra ela o rock que sempre vai fazer parte de mim, mas eu passei a ser suave e queria mostrar delicadeza sem perder minha identidade, ela seria minha pequena Ramona.

Com a gravidez os jeans deram lugar aos leggings e calça de tecido e as batas, as camisetas de bandas não serviam e mudei aos poucos, mais sempre básica claro por que chamar atenção ia contra toda a minha timidez (nunca gostei de me destacar) com cores vibrantes ou muitos enfeites, maquiagem o mais básica possível.

Aí Isa nasceu e a desculpa foi a falta de tempo, então usava roupas versáteis e cortei o cabelo bem curto, mas com ela crescendo meu interesse e foco foi em cima dela e me larguei cabelo por fazer que já havia crescido e ganhado volume, já que tenho muito cabelo, foi aí que conheci amigas na internet que me clamavam por um vestidinho, uma roupa feminina e deu lugar no guarda roupa aos vestidos, passei um pequeno aperto com meu marido sem estabilidade no emprego e eu desempregada e as roupas mais bacanas eram do armário da minha mãe, segui assim por 2 anos, com quase nenhuma foto minha, me dediquei de corpo e alma a maternidade e esqueci que eu existia, sim a maternidade não é tão perfeita, você mal tem tempo pra ir ao banheiro, não se enganem ao menos que você seja famosa, ela é assim.

Quando conheci blogs como o da Rê, da Camila ou da Karol, e elas mesmo rsrs um novo universo me foi revelado,  que não é difícil se arrumar, não é caro e pode ser inclusive rápido que um pouco de cor na maquiagem e roupas ajuda muito pra gente se sentir mais mulher que as pausas para feminilidade é sim importante, que você não precisa se encher de futilidades e marcas, passei a me interessar por programas de moda (consciente e que respeitam a mulher sem super valorizar grifes) e blogs com o tema de maquiagem, unhas e cabelos, a verdade que me revelei depois do Red Lips Day com a boca vermelha com atitude, mas o fim da minha saga sem vaidade foi quando querendo ter atitude coloquei pra ver o Jota (meu marido) tocando em um festival uma calça dele rasgada e assustei a Karol e o namorado hahahaha, ali eu enterrei meu comodismo e decidi que eu posso ter atitude de vestido e maquiagem (e salto alto, que ainda não sei andar), sofri uma pequena transformação, hoje quero saber me maquiar, me vestir, tenho produtos de maquiagem que não vivo sem, o blog fala da Isa, mas também sobre mim, como me visto, sobre meu modo de me arrumar.

Descobri o que fica legal e o que não fica, claro meu sonho é definir meu visual e o que sempre quis era que eu pudesse colocar na minha vida looks de rock que me valorizem, ainda estou em construção e acho que falta muito para me sentir mais feminina, sinto falta de algumas coisas, mas sei que é uma caminhada, você aprender a ser vaidosa, claro que sempre tem um errinho aqui e ali, mas é bom saber que sei que corte de cabelo combina comigo, que quando coloco um vestido posso surpreender a pessoas e não perder meu modo de agir, que um colar e uma maquiagem sim é essencial para ir na rua, mas que eu amo valorizar minha beleza de forma natural. Beleza não põe mesa, mas você se valorizar como mulher, ajuda pra caramba, por que você passa a saber que existe uma mulher poderosa dentro de você e que você pode se sentir bem, hoje eu me sinto bem, hoje eu sei quem sou e quem preciso ser.


Quer ver a transformação? Olha eu em várias fases da minha vida nos fotos acima que você vai entender, como eu mudei, muito prazer, uma punk fofa, cabelo curtíssimo que revelou como sou e quero ser. (Não peçam pra usar biju por que a dona aqui é alérgica hahaha)



Bônus cheio de amô e vestido: Aquelas que eu encontrei o caminho pra me sentir mais feminina, amigas especiais Rê, Karol, Camila, love vocês!